Colóquio Internacional sobre o Pensamento Oriental: debate budismo e filosofia

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Colóquio Internacional Sobre o Pensamento Oriental: Budismo e Filosofia

SÃO PAULO/SP
Data: 4, 5 e 6 de Novembro de 2013
Local: UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo

CAMPINAS/SP
Data: 
7 e 8 de Novembro de 2013
Local:
 UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas

UBERLÂNDIA/MG
Data: 
11, 12 e 13 de Novembro de 2013
Local:
 UFU – Universidade Federal de Uberlândia (Uberlândia/MG)

Apoio:
FAPESP
FAPEMIG
CAPES
Fundação Japão
Pós-gradução em Filosofia da UNICAMP
Pós-gradução em Filosofia da UNIFESP
Pós-gradução em Filosofia da UFU

Mais informações sobre o evento e inscrições no site:
https://sites.google.com/site/budismoefilosofia2013

https://www.facebook.com/budismoefilosofia2013

Colóquio Internacional Sobre o Pensamento Oriental: Budismo e Filosofia acontecerá em novembro, nas cidades de São Paulo, Campinas e Uberlândia. Nos dias 4, 5 e 6, em São Paulo, será realizado na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Depois, segue para Campinas, dias 7 e 8, na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Por fim, em Minas Gerais, estará de 11 a 13 de novembro na Universidade Federal de Uberlândia – UFU.

Convidados internacionais

O evento contará com importantes especialistas e pesquisadores acadêmicos da área da filosofia e do budismo, do Brasil e do exterior. Diretamente do Japão, duas importantes presenças integram o quadro de palestrantes: Prof. Dr. Matsumaru Hisao, da Dokkyo University, PhD em Letras pela Kyoto University, que falará sobre Zen Budismo e a Filosofia da Escola de Kyoto; e Prof. Dr. Ryosuke Ohashi, o primeiro japonês a receber um título de Filosofia, em 1983, pela University of Wuerzburg.

Ohashi, que em 1990 obteve o prêmio Franz-Phillip-von-Siebold, traz como tema de sua participação O Lugar Histórico-filosófico da Filosofia de Nishida.

Sob coordenação geral do Prof. Dr. Antonio Florentino Neto, membro do Grupo de Pesquisa sobre o Pensamento Japonês e editor da Editora Phi, o evento conta com o apoio da Fundação Japão, FAPESP, FAPEMIG, CAPES, e das pós-graduações em filosofia das Universidades UNICAMP, UNIFESP e UFU.

Programação

SÃO PAULO/SP
Data: 
4, 5 e 6 de Novembro de 2013
Local:
 Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
Link: https://sites.google.com/site/budismoefilosofia2013/programacao/sao-paulo

CAMPINAS/SP
Data: 7 e 8 de Novembro de 2013
Local: Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Link: https://sites.google.com/site/budismoefilosofia2013/programacao/campinas

UBERLÂNDIA/MG
Data: 11, 12 e 13 de Novembro de 2013
Local: Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Link: https://sites.google.com/site/budismoefilosofia2013/programacao/uberlandia

Coordenação

Coordenação geral: Antonio Florentino Neto
Coordenação Unifesp: Henry Burnett
Coordenação Unicamp: Oswaldo Giacoia Jr.
Coordenação UFU: Alcino Eduardo Bonella

Organização Geral

Alcino Eduardo Bonella
Antonio Florentino Neto
Ethel Panitsa Beluzzi
Gabriel Philipson
Gabrielle Melody Harada
Henry Burnett
Lucas Nascimento Machado
Oswaldo Giacoia Jr.

Conto Zen – Torne-se um lago

monge

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.
Fonte: Para ser Zen

Conto Zen – Carregar e ser carregado

Um velho monge e um jovem monge estavam andando por uma estrada quando chegaram a um rio que corria veloz. O rio não era nem muito largo nem muito fundo, e os dois estavam prestes a atravessá-lo quando uma bela jovem, que esperava na margem, aproximou-se deles. A moça estava vestida com muita elegância, abanava o leque e piscava muito, sorrindo com olhos muito grandes.

– Oh – disse ela –, a correnteza é tão forte, a água é tão fria, e a seda do meu quimono vai se estragar se eu o molhar. Será que vocês poderiam me carregar até o outro lado do rio?

E ela se insinuou sedutora para o lado do monge mais jovem.

O jovem monge não gostou do comportamento daquela moça mimada e despudorada. Achou que ela merecia uma lição. Além do mais, monges não devem se envolver com mulheres. Então ele a ignorou e atravessou o rio. Mas o monge mais velho deu de ombros, ergueu a moça e a carregou nas costas até o outro lado do rio. Depois os dois monges continuaram pela estrada.

Embora andassem em silêncio, o monge mais novo estava furioso. Achava que o companheiro tinha cometido um erro ao ceder aos caprichos daquela moça mimada. E, pior ainda, ao tocá-la tinha desobedecido às regras dos monges. O jovem reclamava e vociferava mentalmente, enquanto eles caminhavam subindo montanhas e atravessando campos. Finalmente, ele não agüentou. Aos gritos, começou a repreender o companheiro por ter atravessado o rio carregando a moça. Estava fora de si, com o rosto vermelho de tanta raiva.

– Ora, ora –, disse o velho monge. – Você ainda está carregando aquela mulher? Eu já a pus no chão há uma hora.

E, dando de ombros, continuou a caminhar.

Este conto, intitulado Trabalho inútil, faz parte do lindo livro de coletânea Contos Budistas, recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn, ilustrados por Marie Cameron, editado no Brasil pela Editora Martins Fontes, tradução de Monica Stahel, São Paulo, 2003

Retirado do site: Saindo da Matrix

Confúcio e a Ciência Verdadeira

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“Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber.”¹

¹Não é preciso dizer o nome de Sócrates para compará-los em tal ponto.


O Zen

Uma das escolas budistas deu lugar a uma doutrina plenamente japonesa (o zen) a partir de uma idéia chinesa (o chan) que procura a identificação do indivíduo com o espírito universal. Mas o zen chegou a tomar forma própria nas suas diversas vertentes ou seitas, nas quais prevalecia quer a experiência mística, quer a reflexão.

O zen, a meditação pura, aproximou-se muito mais do que nenhuma outra forma do budismo ao espírito do seu fundador, embora também se diferenciasse do seu tratamento ascético, de maneira que converteu-se em breve numa forma de tentar encontrar, só pela pretendida intuição, o controlo da matéria e o movimento.

O zen trata de alcançar o conhecimento dos mistérios através de um misticismo libertador, de uma revelação ou encontro com o mistério, de uma meditação sem lógica, mas com fé, que é simplesmente a fuga do racionalismo e o abandono de qualquer tentativa de explicação teológica ou mitológica do Universo.

Por essa simplicidade da dedicação a uma única idéia, o exercício individual da introspecção, do silêncio e a falta de necessidade de explicar-se ou explicar aos outros,o zen arraigou rapidamente entre os guerreiros,entre os samurai, convertendo-se rapidamente numa religião que era só um instrumento, um meio auxiliar,que tratava de levar os seus fiéis ao triunfo individual.

O zen concretizou-se numa série de práticas que tinha que realizar numa sucessão inseparável, regras de compreensão muito fácil e sem exigências intelectuais, para tentar alcançar a sua meta em quatro passagens consecutivas:

  1. situar-se numa única idéia, fazendo possível a concentração espiritual;
  2. fazer a reflexão na paz do espírito; conhecer o prazer da serenidade;
  3. depurar a concentração de qualquer sentimento, para conseguir o objetivo final da serenidade perfeita e pura, alcançando o indivíduo o controle instantâneo e total do poder cósmico, a unidade com a realidade universal.

Texto retirado de:  http://contoselendas.blogspot.com

Uma breve reflexão sobre a luz e a iluminação do ponto de vista grego, hindu e budista.

buda

Partindo das afirmações de Rodney sobre as más interpretações das 4 verdades absolutas de Buda, vem a questão do que é de fato a iluminação. O que Buda ensina é filosofia, o caminho, que cada um deve seguir por si só. Mas esta filosofia de vida, do modo de pensar o mundo e a si próprio são a iluminação? O que é a luz?

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