Marilena Chauí – Aulas de Filosofia – Catraca Livre

Sob coordenação da professora Marilena Chaui, aulas farão uma introdução a contextos sociais, artísticos, culturais e econômicos

Reprodução

http://catracalivre.com.br/sp/universidades/gratis/inscricoes-abertas-para-curso-gratuito-de-filosofia-e-historia-nos-paises-baixos-na-usp/

O curso é voltado para estudantes de graduação e pós-graduação, mas é aberto ao público em geral. Na foto, o filósofo Bento Espinosa.

FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USPabre, entre os dias 1 e 13 de agosto, inscrições para o curso gratuito sobre “Filosofia e História nos Países Baixos“. Coordenado pela professora Marilena Chaui, o projeto terá aulas ministradas de 15 de agosto a 10 de outubro, sempre às quintas-feiras, das 14h às 18h.

Como assunto principal, os aspectos sociais, econômicos, culturais, artísticos e científicos que compuseram o contexto da República Neerlandesa durante os séculos XVI e XVII.  Também será abordada a constituição e o perfil da comunidade judaica de Amsterdam e para o pensamento político e científico do filósofo Bento Espinosa.

http://sce.fflch.usp.br/node/1357

ATENÇÃO:

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DADOS DO CURSO

Natureza do curso:

Difusão

Público Alvo:

Estudantes de Graduação e Pós-graduação (Filosofia, História, Letras-Hebraico) e Público em geral.

Objetivo:

O curso tem por objetivo fornecer uma introdução sobre importantes aspectos do contexto social, econômico, cultural, artístico, científico, intelectual e político da República Neerlandesa nos séculos XVI e XVII, com especial ênfase para a constituição e o perfil da comunidade judaica de Amsterdam, bem como para o pensamento político e científico de Espinosa.

Programa:
PROGRAMA COMPLETO
15/8 (14h-16h)  – A formação das Sete Províncias do Norte (Profª Drª Marilena Chauí)
15/8 (16h20-18h20) – Constituição da comunidade judaica em Amsterdam (Prof. Marcelo Maghidman)
22/8  (14h-16h) – Erasmo em defesa do livre-arbítrio (Profª Drª Elaine Sartorelli)
22/8  (16h20-18h20) – As disputas teológico-políticas do calvinismo holandês (Profª Drª Marilena Chauí)
29/8  (14h-16h) – Ascensão econômica da República Neerlandesa (Prof. Dr. Daniel Strum)
29/8 (16h20-18h20) – A inserção dos judeus sefarditas na economia neerlandesa (Prof. Dr. Daniel Strum)
12/9 (14h-16h)  – O mundo colonial holandês além-mar e as relações com comunidades judaicas portuguesas de Londres, Bayone e Hamburgo (Prof. Marcelo Maghidman)
12/9 (16h20-18h20) – Instituições judaicas comunitárias e personagens judeus em Amsterdam no século XVII (Prof. Marcelo Maghidman)
19/9 (14h-16h) – O pensamento político de Espinosa e a República das Sete Províncias do Norte (Prof. Dr. André Rocha).
26/9 (14h-16h) – Espinosa contra Grotius, jurista e jusnaturalista maior do século XVII holandês (Prof. Dr. Fernando Dias Andrade)
3/10 (14h-16h) – A recepção da filosofia judaica na filosofia de Espinosa (Prof. Dr. Alexandre Leone)
10/10 (14h-16h) – Heresia e excomunhão no seio da comunidade judaica de Amsterdam no século XVII / A onda sabataísta e as controvérsias em torno do movimento messiânico e cabalístico (Prof. Marcelo Maghidman)
17/10 (14h-16h) – Espinosa e o infinito em ato na geometria dos indivisíveis do século XVII (Prof. Henrique Xavier)
17/10 (16h20-18h20) – Geometria, infinito e pintura: um diálogo na Amsterdam de Espinosa e Rembrandt (Prof. Henrique Xavier)
BIBLIOGRAFIA
ESPINOSA, Baruch. Tratado Teológico-Político (capítulo XX). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
CHAUI, Marilena. “A plebe e o vulgo no Tractatus Políticus”. In: Política em Espinosa. São Paulo: Cia. das Letras, 2003
CHAUI, Marilena. “Seção 4 – Introdução”; “Capítulo 5”. In: A nervura do real. São Paulo, Cia das Letras, 1999, v. 1.
HAAKONSSEN, Knud. Natural Law and Moral Philosophy: From Grotius to the Scottish Enlightenment. Capítulo 1.
ISRAEL, Jonathan. Dutch primacy in world trade, 1585¬1740. Oxford: Clarendon Press, 1989.
ISRAEL, Jonathan. Empires and entrepots. The Dutch, the Spanish Monarchy and the Jews. Continuum International Publishing Group,1990
KAPLAN, Yosef. Judios nuevos en Amsterdam: estúdio sobre la história social e intelectual del judaísmo sefardí en el siglo XVII. Barcelona: Gedisa Editorial, 1996.
MILLER, C. (ed.) The battle over free will by Erasmus & Luther. Indianapolis: Hackett Publishing Co., 2012.
VAINFAS, Ronaldo. Jerusalém Colonial: judeus portugueses no Brasil holandês. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
Carga horária:

28.00h

Vagas:

• máximo: 80 inscritos.
• mínimo: 10 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação:

Frequência mínima de 85%.

Coordenação:

Profª Drª Marilena de Souza Chaui, da FFLCH/USP.

Ministrante(s):

Marilena de Souza Chaui, Alexandre Goes Leone, Daniel Strum, Elaine Cristine Sartorelli, Fernando Dias Andrade, Henrique Piccinato Xavier, Andre Menezes Rocha, Marcelo Maghidman.

Promoção:

Departamento de Filosofia, FFLCH/USP

PERÍODO(S), HORÁRIO(S) E LOCAL DO CURSO/EVENTO

Detalhes:
Período de realização: de 15/08 a 17/10/13
Horário: Quinta-feira, das 14h às 18h20
Local: Faculdade de Letras, sala a definir (Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 – Cidadade Universitária – São Paulo/SP – CEP 05508-900)

INVESTIMENTO

Valor:

Gratuito.

MATRÍCULA

Detalhes:

Período de matrícula online: de 01/08 a 13/08/2013, pelo sistema Apolo

Desistência 

O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.

Vladimir Safatle – 30 aulas – ‘Fenomenologia do Espirito’, de Hegel

Estes links mostram as aulas postadas ate agora.

Aula 1

Aula 2

Aula 3

Aula 4

Aula 5

Aula 6

Aula 7

Aula 8

Aula 9

Aula 10

Aula 11

Aula 12

Aula 13

Aula 14

Aula 15

Aula 16

Aula 17

Aula 18

Aula 19

Aula 20

Aula 21

Aula 22

Aula 23

Aula 24 

Aula 25

Aula 26 

Aula 27

Aula 28

Aula 29

Aula 30

Amit Goswami – Curso Introdutório de Ativismo Quântico

Sobre o Curso:

Os últimos trinta anos viram emergir e se desenvolver um novo paradigma científico, baseado nas incríveis descobertas da física quântica. Ao contrário do que afirma a ciência tradicional, esse novo mundo quântico nos mostra que é a consciência, e não a matéria, a base de tudo o que conhecemos. Mas qual a utilidade prática desse novo conceito? Como os indivíduos e a sociedade podem tirar proveito dele? A resposta é: O Ativismo Quântico.
A ideia central do ativismo quântico é acreditar no ser humano e em sua capacidade de mudar o mundo e a si mesmo a partir dos princípios transformadores da física quântica; é contribuir para a construção de uma nova visão de mundo, baseada na ética, na intuição e na criatividade.

Objetivos do Curso

O curso objetiva oferecer ao aluno uma total compreensão dos princípios da física quântica e treinar potenciais multiplicadores que poderão aplicar, na prática, os conceitos de ativismo quântico, gerando uma transformação pessoal imediata e, simultaneamente, mudanças significativas na sociedade.

A Quem se Destina

A todos aqueles que acreditam que podem fazer a diferença no seu dia-a-dia profissional e pessoal. Àqueles que enxergam a necessidade urgente de mudança e transformação, e que estão motivados a aplicar os conceitos aprendidos na prática. Várias áreas do conhecimento serão abordadas, mas as soluções mais imediatas podem ser encontradas nos campos dos negócios, da medicina, da psicologia e da educação.

Se você quiser ser um agente fundamental nesse processo urgente de mudanças, participe deste movimento!

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Mini-curso “Radical Origins and Politics: The Encounter of Martin Heidegger and Leo Strauss”

Prof. Dr. Richard Velkley
(Tulane University – New Orleans)
Dias: 21, 22 e 23 de março de 2012 às 18 horas – sala 08
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais  – Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária – SP

Ficha de inscrição

Osvaldo Pessoa – Aula 9 – Tradições de Pesquisa na Astronomia Antiga (1/4)

1. O Modelo Astronômico das Esferas Concêntricas

Já vimos na seção I.1 que os babilônicos haviam registrado sistematicamente observações astronômicas e conseguido prever a ocorrência de diversos fenômenos celestes com base em regularidades aritméticas. No séc. IV a.C., a principal contribuição astronômica dos gregos foi a introdução de modelos geométricos para dar conta das observações. Quem mais contribuiu para a elaboração desses modelos, neste período, foi o matemático Eudoxo de Cnido (408-355 a.C.), membro da Academia de Platão32.

O Timeu de Platão já revelara que os gregos distinguiam dois tipos de movimentos celestes: (i) o movimento da esfera de estrelas fixas, compartilhado por todos os corpos celestes; (ii) os movimentos independentes do Sol, Lua e planetas ao longo da “eclítica” – um círculo oblíquo ao círculo descrito pelo primeiro movimento –, mais lentos e em sentidos opostos ao das estrelas. Já se sabia também que Vênus e Mercúrio têm a mesma velocidade média que o Sol.

Platão formulou, então, o problema de como explicar movimentos aparentes dos planetas a partir de movimentos uniformes e ordenados, ou seja, apenas a partir de movimentos circulares uniformes (ou seja, com velocidade angular constante). A dificuldade era explicar as paradas e movimentos retrógrados dos planetas (Fig. IX.1). Como explicá-los?

 Eudoxo conseguiu resolver o problema construindo um modelo que envolvia 4 esferas concêntricas para cada planeta (Fig. IX.2). (1) A esfera externa gira com o movimento das estrelas fixas, de leste a oeste, em 24 horas. (2) A segunda esfera gira com a inclinação da eclítica (23°), representando o movimento aparente do planeta ao longo do zodíaco, movendo de oeste a leste, completando uma rotação em 30 dias. (3) A terceira esfera, cujo período também é de um mês, dá conta do movimento de latitude, ou desvio da eclítica. A Lua exibe tal movimento, mas não o Sol. (4) Uma quarta esfera, junto com a terceira, descreve uma figura com a forma do algarismo “8”, figura esta conhecida como “hipopédia”

(Fig. IX.3). O eixo da terceira esfera é perpendicular ao da segunda, ao passo que o eixo da quarta é levemente inclinado em relação à terceira, girando em sentido oposto com a mesma velocidade angular.

Eis então o modelo das esferas concêntricas (ou “homocêntricas”) de Eudoxo, que resolveu o problema de Platão, usando apenas movimentos circulares uniformes! Estimou bem os dados para cada planeta, para o Sol e para a Lua (estes dois só necessitavam três esferas cada). A teoria, porém, não explicava tudo. i) Para um mesmo planeta, os retrocessos variam em forma, tamanho e duração, o que não era explicado por seu modelo. ii) Sua teoria funcionava bem para Júpiter e Saturno, mas não para Vênus e Marte. iii) O modelo não explicava a desigualdade das estações, fato já conhecido na época. iv) Não explicava variações no diâmetro aparente da Lua ou no brilho dos planetas, o que mais tarde seria explicado (no modelo dos epiciclos) como sendo resultado de variações na distância dos corpos celestes com relação à Terra.

No total, Eudoxo postulou 27 esferas. Para resolver os problemas de seu modelo, Calipo de Cízico (c. 370-300 a.C.) postulou 34 esferas. Com isso, conseguiu dar conta do problema da desigualdade das estações.

Figura IX.3. A hipopédia de Eudoxo.

O passo seguinte foi dado por Aristóteles, que elaborou um modelo físico que correspondesse a esse modelo matemático, baseado em esferas cristalinas ocas. Colocou todos os planetas, Sol e Lua no mesmo sistema mecânico de esferas conectadas, e para cancelar o movimento das esferas superiores, teve que introduzir esferas “reagentes”. Usando o sistema de Calipo, chegou a 56 esferas ou, simplificando um pouco, 49. Um “movedor imóvel” teria feito o sistema funcionar.

Ao lado desses desenvolvimentos teóricos, vale mencionar que a acurácia (proximidade do valor medido com o valor “real”) das observações astronômicas também cresceu no período, apesar de os únicos instrumentos utilizados serem os primitivos “gnomon” (bastão vertical) e o “polos” (relógio solar).

 32 Seguimos nessa seção: LLOYD (1970), op. cit. (nota 1), pp. 80-98. As Figs. IX.1, 2, 3 foram retiradas deste texto, sendo que a Fig. IX.3 foi feita originalmente pelo renomado historiador da matemática e astronomia antigas, OTTO NEUGEBAUER (1953), The Exact Sciences in Antiquity, Brown U. Press, Providence. Em português, ver MARTINS, R.A. ([1990] 2003), “Introdução Geral ao Commentariolus de Nicolau Copérnico”, in COPÉRNICO, N. ([1510] 2003), Commentariolous, Ed. Livraria da Física, São Paulo, pp. 23-93.