Satã nos “Evangelhos” e em “Atos”

Evangelhos e Atos

Para começar,, deduzimos a partir dos Evangelhos que “Satã” e “DIABO” são sinônimos, portanto podemos nos referir a Satã simplesmente como “Satã”.

Vimos que, no Livro de Jô, Satã é um dos Anjos de Deus que patrulha a Terra e reporta as atividades dos seres humanos. Em consulta cmo Deus, ele propõe testes para determinar as virtudes e a fidelidade dos humanos (1.2). Ele também notifica os malfeitos dos humanos à Corte Celestial. Isso é evidene tanto em Jô quanto Zacarias, passagem em que ele elabora um caso contra Jesus (Josué), o Sumo Sacerdote (1.3). No caso de Jó, a suposição de Satã sobre a fragilidade de sua virtude se revela injustificada, e ele é censurado por seu excesso de zelo. Em Zacarias, Jesus, o Sumo Sacerdote, é absolvido de toda falta encontrada, e Satã é repreendido por insistir a respeito delas.

Logo ao abrirmos o Novo Testamento, percebemos imediatamente no Evagelho de Mateus que Satã aparece na Terra para exercitar sua função de testador em Jesus, submetendo-o a uma série de três testes explícitos. Sem ser uma surpresa, Jesus facilmente emerge como um exemplo de intenção e ação corretas (4,2).

O Evagelho de Lucas apresenta Satã conduzindo os mesmo três testes, presumivelmente com o objetivo de estabelecer que tipo de Messias Jesus era. Aqui Satã sustenta que ele foi indicado para governar sobre os reinos do mundo. Jesus aceita sua reivindicação como verdadeira, mas alerta seus discípulos de que, por causa de suas atividades, o poder de Satã chegará ao fim (ele cairá “como um relâmpago”). Entretanto, nossa última visão de Satã no Evangelho de Lucas o mostra ainda testando Jesus, ao subornar Judas para colocar o episódio da Paixão em marcha. Nós o vemos também consultando ainda (com Deus) sobre os outros testes ele recebe permissão para testar ainda mais os apóstolos. Pedro irá falhar no teste, mas pela intervenção de Jesus ele se recuperará e estará em posição de fortalecer seus companheiros em suas provações (4,3).

O Evangelho de João confirma que Satã é o Governante do Mundo (kosmokrator), e que seu governo logo ira se extinguir; entretanto ele ainda estará ativo no futuro, depois que Jesus parte para o Pai. Jesus também dá a entender que Satã provoca o pecado desde o início, começando com o primeiro assassinato, quando Caim mata seu irmão (4,4).  A Primeira Epístola de João confirma este ponto (4,3).

Nos Atos dos Apóstolos de Lucas, vemos que Satã continua a operar, infiltrando-se nos corações dos pecadores (4,3).

[1] KELLY, Henry Ansgar. Satã, uma biografia. Editora Globo. São Paulo. P. 204-5

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