Filosofia e Teologia – Paul Tilich

O autor.

Paul JohannesTillich (1886-1965) Teólogo e Filosofo alemão, defendeu tese em Tübingen e em Halle, “de 1919 a 1924 foi livre docente em Berlim; em 1924/25 foi professor em Marburg; de 1925 a 1929, em Dresden e Leipzig de 1929 a 1933, em Frankfurt. Entrando em conflito com o nazismo imperante, foi demitido da cátedra, tendo sido o primeiro professor não-judeu a sofrer essa vexação”[1]. foi expulso de seu país nos primórdios do nazismo, estabeleceu-se nos Estados Unidos da América em 1933, foi professor na Universidade de Harvard  e no Seminário Unido de Nova York, manteve diálogo constante com teólogos e filósofos de sua época. Tão grande a riqueza de seu pensamento e a profundidade de suas obras que ele foi classificado por alguns como teólogo dialético, por outros, neo-ortodoxo, mesmo liberal e por muitos foi chamado de herege. Todavia, Tillich sempre se colocou a serviço da Igreja, nunca abandonou suas funções como Ministro Luterano, e de sua “auto-interpretação”.

Uma breve palavra introdutória.

Tillich é um pensador demasiadamente produtivo, o assunto aqui tratado é muito bem delineado em sua “Teologia Sistemática” (Vol I, Introdução B. tópicos 6 e 7 & Parte I ). É necessário destacar que toda sua reflexão tem como eixo um determinado princípio hermenêutico chamado por Tillich “princípio de correlação”, Mondin assim explica este princípio.

“Este afirma a necessidade de pensar qualquer realidade juntamente com outra realidade, na medida em que elas se encontram em relação de dependência recíproca. Essa relação de dependência recíproca que Tillich chama correlação, exatamente porque implica uma subordinação recíproca, distingue-se de todas as relações que outros filósofos colocaram na base de suas interpretações do real… Segundo o princípio de correlação, porém, os elementos relacionados só podem existir juntos, razão pela qual é impossível que um aniquile a existência do outro. Por exemplo, o eu não pode existir sem o mundo, nem o mundo sem o eu; a filosofia não pode existir sem a teologia, nem a teologia sem a filosofia; a fé não pode existir sem a dúvida, nem a dúvida sem a fé; a pergunta não pode existir sem a resposta, nem a resposta sem a pergunta; a participação não pode existir sem a individuação, nem o individual sem a participação, etc. É impossível um oposto solitário, tanto no ser como no pensamento. Isso significa que os opostos não são distintos até o fim, mas que há um ponto de encontro. E do ponto de encontro nasce a unidade das coisas cujo ser é tecido de correlações”[2].

O conceito de Deus proposto Tillich afirma que Deus é a resposta implícita na finitude do homem, Deus é nossa preocupação última, Tillich habitualmente chama Deus de “Fundamento do ser”, pois acredita que os nomes que se aplicam as criaturas não são aplicáveis a Deus. Quanto a Teologia exercida por Tillich, ele mesmo costumava a chamá-la “Teologia filosófica”, “Teologia apologética”, “Teologia especulativa” e raramente “Filosofia Cristã da Religião”. Não consta que Tillich tivesse preocupação em erigir uma “Teologia querigmática”, mas a seiva da Filosofia sempre esteve presente em todo o escopo de sua Teologia!

Acreditamos que estas informações sejam úteis para o bom andamento da abordagem proposta neste trabalho.

Identificação do problema.

Logo no primeiro parágrafo Tillich põe evidência em torno de qual problema gravitará sua “conferência”, ele coloca a questão nos seguintes termos: é possível justificar a combinação entre Filosofia e Teologia?  É possível justificar o termo Teologia filosófica? Em outras palavras, há alguma convergência entre a Filosofia e a Teologia que torne possível correlacioná-las, associá-las de modo indissolúvel e complementário?

Objeções ao problema proposto.

Em seguida ele nos apresenta algumas objeções que poderiam ser feitas, e que em verdade o foram, ao projeto de elaboração de uma Teologia filosófica. Segundo ele as principais objeções se concentrariam em dois francos: 1º. Objeções feitas pelos teólogos (sobrenaturalistas), estes afirmariam que falar em Teologia filosófica é uma contradição de termos ou (e) mesmo uma alta traição à Teologia. 2º. Os filósofos e teólogos humanistas (geralmente de tendência liberal) objetariam que a Filosofia e a Teologia são dois métodos de pensamento incompatíveis entre si. Embora, admitam a possibilidade de se estudar filosoficamente as religiões. Ressaltam que isso se constituiria em “Filosofia da Religião”, o que não é a mesma coisa que “Teologia filosófica”.

Tillich acredita que a solução ao problema proposto já está implícita na antiga questão do relacionamento entre Filosofia e Teologia. Mas, crê também que é necessário pensar novas soluções em cada época enquanto houver Teologia.

1º. Momento.

Mesmo correndo o risco de parecer redundante, em um primeiro momento, Tillich defende que somente o falar de uma Teologia filosófica pressupõe a existência de uma Teologia possuidora de caráter filosófico em “oposição” a uma Teologia não filosófica.  Seu argumento poderia ser expresso da seguinte forma:

P1. A questão filosófica não é um elemento constitutivo da Teologia.

P2. Há, porém uma Teologia que se preocupa com a questão filosófica.

C. Logo, essa Teologia tem o caráter filosófico.

A partir deste ponto está implícito nas palavras de Tillich o seguinte silogismo:

P1. Essa Teologia que tem caráter filosófico difere (nisto) da demais teologias.

P2. As demais teologias podem ser agrupadas em oposição a essa Teologia filosófica.

C. Portanto, há ao menos dois tipos Teologia, uma filosófica e uma não filosófica.

Essa Teologia não filosófica, Tillich chama de querigmática[3], segundo o autor, a Teologia querigmática é uma “tentativa de reproduzir o conteúdo da mensagem cristã de modo organizado e sistemático sem referências filosóficas”.   A Teologia filosófica também se baseia no kerygma, mas “procura explicar seu conteúdo buscando sua relação interna com a filosofia”.

Tillich demonstrará através de muitos exemplos históricos como no decorrer dos séculos essas duas formas de se fazer Teologia sempre estiveram se contrapondo. Porém, ele também apontará que as duas formas de se fazer Teologia não são contraditórias entre si, antes, são conseqüência dos dois elementos constitutivos da própria Teologia, para tanto, ele irá haurir do próprio termo “Teologia” a evidência comprobatória de seu argumento.

A termo “Teologia” é composto pela junção das palavras gregas “Theos” e “logos”, o primeiro elemento indica o “kerygma” objeto sobre o qual se debruça o teólogo em sua reflexão, enquanto o segundo elemento expressa o esforço da razão humana que intenta penetrar nas profundidades da Revelação. Ele acredita que os dois elementos são inseparáveis, que não há Teologia se não houver Revelação e de igual modo não há Teologia sem uma reflexão que sempre necessitará fazer uso de certas categorias ou métodos filosóficos em seu exercício. Segundo ele, a criatividade humana trabalha com limitações tipológicas, e, portanto necessita da presença complementaria de um representante de cada corrente para a elaboração de uma Teologia ideal. É possível exprimir isso da seguinte forma:

P1. Teologia é um composto de Theos + Logos. Revelação, e, a razão que busca compreendê-la.

P2. A Revelação precisa da razão que a compreenda e a razão precisa da Revelação que lhe mostre Deus.

C. Logo, a união completa de ambas é o estado ideal da Teologia.

Interregno.

Neste momento cabe destacar o que Tillich não pretende tratar nesta conferência: 1º. sobre a natureza da “Teologia querigmática” (ele observa que mesmo Barth, o representante maior da “Teologia querigmática”, admite ser impossível formular sua Teologia sem ao uso de certa linguagem e métodos filosóficos). 2º. Também não tratará da chamada “Teologia mística”.

2º. Momento.

Tillich, afirma que a Filosofia  levanta a pergunta mais importante, “sobre o significado do ser”, isso porque “qualquer objeto do pensamento haverá sempre de ser o que é e não o que não é. Indica também que a pergunta sobre o significado do ser  é essencialmente humana e se constitui enfim no fundamento do humanismo e na raiz da Filosofia.

Segundo Tillich é difícil distinguir a Filosofia da Teologia porque  a Filosofia procura entender o ser e as categorias e estruturas comuns  a todos os tipos de seres. E as relações Deus, mundo e seres humanos se encontram no limite do ser. Ele admite que alguns questionam sua conceituação de Filosofia, como “Filosofia Primeira” (aquela que se ocupa essencialmente do ser, conforme Aristóteles). Estes alegam, que isso é um retorno à Metafísica e segundo estes opositores a Metafísica é algo fora da experiência ou algo aberto à imaginação arbitrária. A estes, Tillich responde que é de conhecimento notório que a palavra Metafísica designa apenas os livros que vem após a Física de Aristóteles, e propõe então o abandono deste termo já que lhes causa tanto incômodo devido o abuso que este tem sofrido durante séculos. Todavia, a questão do ser não pode ser abandonada, pois é a questão mais próxima de nós na medida em que “somos”.

Tillich alude também a uma outra objeção, aquela que reivindica para epistemologia o título de “Filosofia Primeira”, mas ele responde que a palavra racional capta o ser, logo, a epistemologia só existe com base ontológica. Não há conhecimento sem o ser que é conhecido. A terceira e última objeção que se apresenta consiste em afirmar que não podemos encetar a busca sobre a estrutura e os significados do ser, posto que não podemos alcançá-los, podemos apenas vislumbrar a forma como ele se manifesta na multiplicidade dos seres. Tillich responde que os seres humanos não se contentam com a imposição dos limites (à reflexão), queremos saber: o significado do ser é nossa preocupação suprema. Neste ponto Tillich nos diz que a Teologia pergunta pelo ser enquanto nossa preocupação suprema. E aqui podemos identificar com mais clareza o ponto de convergência entre a Filosofia e Teologia e a mais forte justificativa da existência da Teologia filosófica.  Podemos expressar esse argumento de Tillich  como segue:

P1. A Filosofia pergunta sobre o “ser”.

P2. A pergunta sobre o significado do ser é nossa preocupação suprema.

P3. A função da Teologia é perguntar pelo ser enquanto este é para nós como nossa preocupação suprema.

C. Logo, a pergunta pelo significado do ser enquanto preocupação suprema é o ponto de convergência entre a reflexão filosófica e a teológica, e o que justifica a Teologia filosófica.

3º. Momento.

Tillich rejeita a oposição, prático/ teórico conforme usualmente figura nos debates entre Teologia e Filosofia. Para ele a Teologia é prática quando considera seu objeto em relação profunda com nosso ser (neste sentido ela pode ser chamada existencial e existencial tem aqui o sentido de existência real). A Teologia pensa na base da situação existencial, ela indaga o sentido do ser, sobre seu fundamento supremo, ao indagar sobre o sentido do ser ela indaga sobre Deus. A pergunta sobre o significado do ser se estende ao conhecimento das estruturas e dos poderes que controlam os diferentes domínios da existência, neste ponto a Teologia assume um caráter extremamente filosófico. Por outro lado, a reflexão filosófica tem um impulso teológico, a preocupação suprema do ser. Logo, a Teologia e a Filosofia convergem na medida em que são  existenciais e teóricas ao mesmo tempo e divergem  quando a Filosofia se mostra basicamente teórica e Teologia apenas existencial. O argumento de Tillich, assim se parece:

P1. A busca do significado do ser na situação existencial é o elemento filosófico na Teologia.

P2. A preocupação suprema do ser enquanto impulso original da Filosofia é seu elemento teológico.

C. Portanto, a Teologia converge com a Filosofia, e vise-versa, na medida em que ambas conservam esses elementos.

Talvez possamos lidar com este momento do texto como se fosse uma breve exposição da conceituação da Teologia filosófica, se assim o fizermos o argumento pode ser expresso assim:

P1. A Teologia é filosófica quando busca o significado do ser na situação existencial.

P2. A Filosofia é teológica quando seu impulso original é a preocupação suprema do ser.

C. Logo, se há uma Teologia filosófica ela só pode buscar o significado do ser na situação existencial, fundada na preocupação suprema do ser que lhe garante o caráter teológico.

4º. Momento.

Há em Tillich uma percepção aguda sobre a convergência e a divergência entre a Filosofia e a Teologia nas questões que ambas levantam. Mas neste momento ele destacará outro ponto em que ambas convergem e divergem, “a respeito da maneira como respondem essas questões”. Ele afirma que o logos do ser (a palavra racional) revela o ser e envolve o ser, não se pode separar o ser e a palavra. Somente no homem o logos é pronunciado com a dignidade da verdade e da luz.“O significado do ser manifesta-se no ser humano porque é o único possuidor da palavra reveladora do ser que estava oculto”.

A Filosofia procura a maneira pelo qual o ser humano pode encontrar a palavra reveladora, o logos do ser, Tillich cita inúmeros exemplos desta busca, mas, também fala do momento em que este logos universal desvelou-se em Cristo “completamente, cheio de graça e de verdade”** e é neste ponto que a convergência se torna mais poderosa. Ele nos diz que todos os filósofos antigos foram impulsionados teologicamente para tratar de situações concretas onde o logos do ser podia aparecer (desvelar-se). Enquanto a Teologia do logos faz uso de conceitos filosóficos para expressar sua preocupação incondicional, o kerygma.

A divergência está em que apesar de sua base existencial e concreta, a Filosofia busca apreender a verdade (do ser) diretamente, volta-se diretamente para o significado do ser, portanto, é livre, não se deixa prender por nada.

A Teologia, de outro modo, está presa a situação existencial e concreta e isso se dá com o teólogo, tanto individual quanto socialmente. Ele tem como responsabilidade a situação existencial da Igreja, lugar da aparição do significado do ser, e isto enquanto nossa preocupação suprema. Cabe ao teólogo filosófico demonstrar que Jesus, o Cristo, é o logos. Em suma este quarto momento pode ser expresso nos seguintes silogismos.

Quanto à convergência:

P1. A Filosofia busca o logos do ser na situação existencial e concreta.

P2.  Teologia acredita que o logos do ser enquanto preocupação suprema apareceu na situação existencial e concreta.

C. Portanto, ambas convergem ao considerarem a situação existencial e concreta como o local onde o logos do ser deve ser buscado.

Quanto à divergência:

P1. Tanto a Filosofia quanto a Teologia têm base na situação existencial e concreta onde buscam o significado do ser.

P2.  A Filosofia busca o significado do ser sem prender-se a nada.

P3. A Teologia está presa na situação existencial e concreta que é a Igreja.

C. Logo, ambas divergem na forma como respondem a questão do significado do ser.

Momento Final.

Decorre do que foi dito acima, que o teólogo filosófico está indissoluvelmente ligado à situação existencial e concreta onde se manifestou o logos do ser, “a Igreja”, que deve haurir desse contexto as respostas às principais perguntas formuladas pela Filosofia: sobre a razão; sobre o ser; sobre a existência; sobre a vida e sobre a história. E ele o faz usando os conceitos e as categorias concedidas pela Filosofia, mas pautado na substância do kerygma. Ele responde à primeira questão com a Revelação; a segunda com Deus; para a existência responde com Cristo; quanto à vida responde com o Espírito e sobre a história responde com o reino de Deus. O seguinte silogismo assim expressa este argumento:

P1. O teólogo filosófico está preso à situação existencial e concreta onde se manifestou o logos do ser (a Igreja).

P2. Ele tem que responder às principais perguntas levantadas pela Filosofia.

P3. Ele o faz usando conceitos e categorias filosóficas aplicadas ao kerygma.

C. Portanto, o método da Teologia filosófica une Filosofia e Teologia de modo complementário.

Este breve trabalho pode ser concluído com um raciocínio extraído das palavras finais proferidas por Tillich em sua conferência e que nos remete exatamente à questão proposta inicialmente: “É possível justificar o termo Teologia filosófica”?

P1. A Filosofia tem como objeto supremo de sua busca o logos do ser.

P2. O aparecimento do logos do ser, enquanto suprema preocupação existencial é a reivindicação fundamental da fé cristã.

P3. Este aparecimento do logos do ser, enquanto suprema preocupação existencial, é o tema infinito da Teologia filosófica.

C. Logo, a Teologia filosófica é justificada pelo caráter de sua preocupação suprema.

Bibliografia.

MONDIN, Batista. Os Grandes Teólogos do Século Vinte (Vol. 2 – Os teólogos protestantes e ortodoxos). São Paulo, Edições Paulinas, 1979/1980.

TILLICH, Paul. Filosofia e teologia. In: A Era Protestante. São Paulo, Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Ciências da Religião, 1992.


[1] MONDIN, Batista. Os Grandes Teólogos do Século Vinte (Vol. 2 – Os teólogos protestantes e ortodoxos). São Paulo, Edições Paulinas, 1979/1980. Pág. 69.

[2] MONDIN, Batista. Os Grandes Teólogos do Século Vinte (Vol. 2 – Os teólogos protestantes e ortodoxos). São Paulo, Edições Paulinas, 1979/1980. Págs. 75- 76.

[3] Querigmática: adjetivo oriundo da palavra grega “Kerygma” que significa “Mensagem” é que é usada no Novo Testamento com referência a mensagem revelada de Deus à humanidade, e, a qual normalmente é chamada apenas de “Revelação”.

** Em outros escritos Tillich dirá do ato da encarnação que esta é a eclosão no mundo humano do “logos particular”, objeto da reflexão teológica, distinguindo-o do “logos universal” como é considerado pela perspectiva filosófica.

5 comentários em “Filosofia e Teologia – Paul Tilich

  1. Gleyson disse:

    Bah otimo blog, belo post.
    ñ o li todo, mas creio q faça mto sentido o pq do titulo “teologo dialetico”.
    Visite-me quando puder.
    abrcs

  2. isac januario disse:

    o problema do texto consta na situacao de nao puder expor os temas de forma sistematica

    • Raphael Alario disse:

      Olá, Isac!
      Agradeço a apreciação acerca do texto. Realmente, não é uma abordagem sistemática, antes, é apenas um breve olhar sobre a estrutura lógica da argumentação de Paul Tillich sobre o tema proposto. Temos que ser sucintos nas abordagens virtuais, dando vislumbres que despertem os leitores a desdobrarem suas próprias reflexões. Escrevi outro breve texto que talvez te interesse “Conceito de Eternidade nas reflexões de Tillich e Rahner.” http://philothanatos.wordpress.com/
      Espero que aprecies.
      Um abraço.
      Carlos

  3. Thank you, I’ve just been looking for info approximately this topic for ages and yours is the best I’ve discovered till now.
    But, what in regards to the bottom line? Are you sure in regards
    to the source?

    • Carlos Eduardo Bernardo disse:

      Dear, Mr Henning.
      I appreciate the appreciation to my post.
      Regarding your question, I think we should look closely at Tillich’s theological project, in order to assess the success or failure of your intent. Taking a closer look at your theological project, we will realize that there is a drain (gr. eknosen) supernatural content in its reflection, so this puts it at a level analogous to theological proposal of the Greek philosophers, Plato and Aristotle, so theology proposed Tillich can be considered the culmination of philosophy as it was understood by those philosophers, especially Aristotle (Met. XII).
      The problem arises, then, about whether or not to consider it a theology that somehow seeks its foundation in faith, in relation to the disclosure, or if it is solely and exclusively rational, as claimed by the Greeks? More trouble than we think.
      A warm hug,
      Carlos Eduardo Bernardo

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