Locke e a critica ao inatismo

John Locke nos apresenta em seu livro “Ensaio acerca do entendimento humano” uma critica à idéia de inatismo, conhecimento que precede a experiência, para Locke o conhecimento, de forma alguma, poderia preceder a experiência, a fonte de todo o conhecimento é a própria experiência, sendo que essa experiência pode ser externa(sensação) ou interna (reflexão). Para Locke a alma é um tabula rasa que aos poucos vai sendo preenchido pela experiência.

As experiências são de dois tipos, externas e internas; as experiência externa são as sensações que provem de objetos sensíveis externos; já a experiência interna são as operações internas do nosso espírito e os movimentos da nossa alma.

As idéias estão presente na mente do homem, porém para que isso aconteça fora há alguma coisa que tenha o poder de produzi-las na mente. O termo utilizado por Locke para esse poder é qualidades que são divididas em primaria e secundárias. As qualidades primárias se encontram nos próprios corpos (extensão, solidez, a figura, o numero) são qualidades objetivas. As qualidades secundárias, são as qualidades subjetivas (cor, sabor, odor e etc.).

“As qualidades primárias são qualidades dos próprios corpos, ao passo que as secundárias deriva do encontro dos objetos com o sujeito, mas tendo sempre as suas raízes no objeto” (REALE e ANTISERI 1990, 512)

As idéias se dividem em idéias simples e complexas, segundo Hessen:

“Os conteudos das experiencias são as idéias ou representações, algumas simples e outras complexas. Estas são formadas a parir de idéias simples. A essas idéias simpres pertencem as qualidades sensiveis primarias e secundárias. Uma idéia complexa é, por exemplo a idéia de uma coisa ou substancia.” (HESSEN 1999, 56)

Recebemos as idéias simples de forma passiva, mas após as idéias simples temos o poder de “operar de varios modos sobre elas”, realizando as combinações entre si, separanda-as, formando assim as idéias complexas que se distingue em tres grupos: Ideias de Modo, Idéias de substancia e idéias de relações.

Portanto para Locke a fonte de todo o conhecimento são as experiências, sendo assim as idéias nunca poderiam ser idéias a – priori e sim sempre serão posteriores há uma experiência, criticando assim o conceito de idéias inatas.

2 comentários em “Locke e a critica ao inatismo

  1. […] Isto não se suporta pelos fatos. Na verdade, nós somos como uma “lousa branca” ou “tabula rasa” quando nascemos e é nosso ambiente que forma quem somos e como será nosso comportamento. […]

  2. […] Isto não se suporta pelos fatos. Na verdade, nós somos como uma “lousa branca” ou “tabula rasa” quando nascemos e é nosso ambiente que forma quem somos e como será nosso comportamento. […]

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